LIMITAÇÕES PERCEPTIVAS, todos estamos sujeitos...

Meu filho tem como um dos grandes desafios do Nono Ano do Colégio Rudolf Steiner de Minas Gerais, a biografia... Estas pequenas observações nasceram a ele destinadas.

Em um primeiro momento elegera Platão para biografar. Embora sua vontade pendesse para Stephen Hawking, ainda não havia falecido, contrariando requisito para a eleição. Assim, a notícia da morte de Hawking, que sensibilizou o mundo, deixou Ramón radiante (e nós um tanto desconcertados)...

Com a permissão dos filósofos que lhe são caros (e bastante próximos), oficializou a nova escolha.

Independente da genialidade do biografado, seja quem seja e a par da sua área de atuação, é imprescindível levar sempre em conta que não há quem fuja da máxima: cada um percebe (ou acessa) o que está preparado para perceber (ou acessar)...

O preparo decorre do nosso repertório, da história vivida, da consciência adquirida, plástica e constantemente expandida, que nos permite o senso de conexão com uma realidade ampliada, que abarca o mistério que é a Vida e que somos nós.

Não existem (ou deveriam existir) donos da verdade. Toda vez que se amplia o universo conhecido, se amplia também o por conhecer... Os territórios estão em ressonância, como um balão dentro do outro, quando se expande o percorrido se expande também o por percorrer. Sempre que conheço um pouco mais sou impulsionado a ir além, fico um bocadinho mais apto a me aproximar do até então desconhecido para mim... E assim seguimos, rumo ao alto e adiante!

Neste motor de crescimento, ainda que se tenha um olhar preferencial, é fundamental exercitamos pontos de observação distintos, dialogarmos com várias disciplinas (filosofia, arte, ciência...) e percepções aparentemente distintas das nossas.

Quanto mais exercitamos o olhar integral, menos reducionistas e fragmentados ficamos. Passamos a perceber que todos crescemos com as diferenças, desde que devidamente interligadas pelo que temos em comum: a salutar vontade de conhecer (sentir, pensar e agir), de desbravar territórios ainda não alcançados... Que nossos olhares preferenciais sejam pontes, não muros!

As palavras encaixotam (pre)conceitos, tão múltiplos quanto as teorias e correntes de pensamento a que servem e que os sustentam. Há que termos cautela, não nos permitindo aprisionar em um só olhar, por mais amplo que pareça ser. Busquemos nossas próprias experiências, sejamos o laboratório de nós mesmos!

Que a gente una Mente e Coração nesta empreitada. Os poucos centímetros que separam os dois sempre serão a nossa maior jornada...

Que nos sirva de bússola o referencial de Humanidade que habita em cada um de nós à espera de ser acessado, a semelhança de um Grande Sol que, embora não possa ser visto diretamente, aquece e impulsiona o nosso caminhar...

Mãos à obra!!!

Artes, Ciências e Humanidades - Dinamismo e Incertezas - Filosofia e Espiritualidade - Cidadania

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