ELOGIO DA LOUCURA, Erasmo de Rotterdam — Impressões

Estamos no auge do Renascimento, séculos XV e XVI. Erasmo é um homem voltado para questões terrenas e objetivas, sem preocupações intelectuais e espirituais. Encarna o próprio “pé no chão”, espírito típico de sua época. Na narrativa busca criar o homo universalis, que ele próprio representava. Além de “Elogio da Loucura” sintetizar um momento histórico, seu autor é ovacionado como “príncipe do humanismo”, o “primeiro homem moderno”.

Contexto (na continuidade da chamada introdutória)

Curiosamente, mesmo representando uma ruptura com o socialmente estabelecido, Erasmo era extremamente bem aceito em todas as rodas sociais, isso em plena Inquisição! Era tanto erudito quanto…

“Você sabe quem você é?” — Reflexões acerca da Natureza Humana

Talvez o saudável incômodo que sentimos diante da indagação “Quem é Você?” resida na dificuldade que encontramos em dar repostas as tantas interrogações que brotam do exercício do viver, sendo essa uma das mais inquietantes.

Há que lembramos que não encontramos a verdade (acabada, por inteiro) nas respostas, mas no aprofundamento das perguntas (somatório de pequenas vivências cotidianas). Também vale ressaltar que de nada adianta nos lançarmos a frenéticas interrogações (desgaste desnecessário), precisamos ter a sensibilidade de fazer as perguntas certas e cultivar a serenidade que nos fornece o tempo necessário para colher respostas (ainda que nos cheguem como novas…

Como desbravadores de uma Vida que se faz presente na cadência rítmica do pulsar somos constantemente desarmados pelo fascínio e pelo assombramento. A voz maior que em nós habita — metaforicamente chamada de Sol Interno, fisicamente representado pelo nosso coração — nos lembra do necessário ajuste de ritmo e contra-ritmo. Sem ele não há fluxo, nem vida, tampouco expressão. Por mais atabalhoados e inconscientes que nos colocamos em marcha, algo nos conduz e reconduz ao longo da nossa existência, nos liberta e nos reposiciona. Início, meio e fim de todo e qualquer movimento. Esta potência orienta infindáveis intercruzamentos e costuras…

Aplicadas a Gerontologia e outras Transversalidades

Do “Políticas e Práticas em Atenção ao Envelhecimento”, https://www.editorafi.org/29politicas

A crescente longevidade, apontada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como triunfo da humanidade no século XX, é uma realidade que precisa dialogar seriamente com as Políticas Públicas, com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) / ONU, que engloba, em seu ODS 3: “assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas e todos, em todas as idades”. O desafio é o do envelhecimento ativo e feliz, fomentado por políticas e programas de promoção de sociedades inclusivas e coesas, centradas no desenvolvimento integral do ser humano, que demanda bases transdisciplinares…

Nietzsche nos conduz a refletir, em “A Gaia Ciência” (1882), que nós, humanidade, rompemos o laço com o sagrado, tamanha inconsciência… Deixamos de lado o significado e tudo o que nos é, de fato, importante (e vital) em troca da correria desenfreada pelo urgente… Matamos Deus. “Deus está morto!”

Não o Deus estereotipado. Mas o Deus como Inteligência que tudo permeia e orienta… Princípio organizador e aglutinador, dentro e fora de nós… Potência irradiada a vida como um todo, manifestada e não manifestada… Quando por nós percebida, capaz de conferir sentido e significado muito peculiares ao nosso dia a dia…

Resgato o conceito de BELEZA enquanto equilíbrio e harmonia. Como mote inicial: a estética, comumente acessada através da Arte. Amplio a abordagem da beleza para o BEM — BOM — BELO — JUSTO — VERDADEIRO. Busco agora, mais especificamente: a beleza expressa através de nossas ações. Portanto, em uma correlação direta com a CONDUTA HUMANA.

Assim, percebemos um maior entrelaçamento entre os eixos ÉTICA — ESTÉTICA — MÍSTICA, que integram o que denominamos SENTIMENTOS, como as mais sublimes emoções.

A tão almejada FELICIDADE, inclusive, está intimamente ligada ao poder que todos portamos de extrair beleza do e conferir beleza ao…

Infelizmente ainda raro, embora em um crescente paulatino, a manifestação do ator por detrás do personagem que encarna. Reconforta quando, em meio a cargos, títulos e posições o humano consegue se fazer notar.

Curioso como muitos ainda se apegam a conceitos retrógrados e torpes, julgando que o grau hierárquico ocupado em uma organização, por si só, é capaz de impor respeito. Definitivamente, não o é. O muito que se consegue quando ocultos por papéis — crachás, gabinetes, assessores — é inviabilizar sensos de causa e comprometimento. …

TRANSDISCIPLINARIDADE E INCERTEZA — Tempos de Travessia

O pensar é equalizado pelo sentir, que qualifica o fazer… O que me toca difere do que me cabe, ainda que o abrace. O que me toca é o que me afeta, o que me converte em sujeito da experiência. O que me toca também me muda, transforma e transmuta.

Tempos de Travessia, a partir do que é capaz de acentuar, a percepção de si e do mundo que habita, nos leva a repensar modos de ser e estar diante de incertezas, como seres singulares e plurais que somos.

Temos especificidades muito peculiares como individualidades, mas essas estão em contínua…

Casamento, uma das instituições mais antigas de que se têm notícias. Embora tenha sofrido modificações substanciais e imprescindíveis ao longo da história, ainda persiste dando o tom do agrupamento íntimo que se denomina família.

Enquanto contrato e instrumento jurídico, o casamento rege duas vidas que de livre vontade optam pela união, compartilhando trajetórias e construindo caminhos comuns tendo como mais lato foco — objeto — a felicidade mútua. Tácito ou expresso, o contrato precisa ser sempre consensual!

Como todo acordo entre as partes que se preze, apartadas cláusulas escusas e leoninas, pode ser rescindido a qualquer momento, a depender da…

O LIVRO DO AMOR e o MITO DO MINOTAURO — Percepções

Ariadne e Teseu, de Nicolo Bambini

No final do ano (2012) ganhei de uma amiga querida O LIVRO DO AMOR — o legado de Maria Madalena (Kathleen McGowan / Rocco). Foi com grata surpresa que, na ambientação da obra, já nos primeiros capítulos da trama observei similaridades com mitos e símbolos do Egito e da Grécia Antigos. Além de outras influências não tão diretas: Índia, China, Suméria, Civilizações Pré-Colombianas… O seguimento e conclusão da leitura intensificou ainda mais o que acredito e a que me dedico.

A beleza que desconcerta é que as mitologias e simbologias parecem tratar exatamente da mesma “força ou princípio” que vibra…

Ana Rita de Calazans Perine

Filósofa Clínica, Pesquisadora, Educadora, Mobilizadora Social e Empresarial / Instituto ORIOR — Resgate Filosófico, Transdisciplinaridade e Sustentabilidade.

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